Os economistas G. Ranis, F. Stewart e A. Ramirez analisaram 76 países durante um período de 32 anos. Dividiram-nos de acordo com dois critérios: desenvolvimento econômico e desenvolvimento humano (nesse caso, medido através de uma combinação de indicadores de educação e saúde). Usando-se essas duas dimensões, pode-se ter duas situações de equilíbrio (quando o lado humano e o econômico são igualmente altos ou baixos) e duas de desequilíbrio (quando o humano é alto e o econômico é baixo, vice-versa). Surgem algumas conclusões interessantes desse estudo. A primeira é que as situações de desequilíbrio duram pouco. Se um país tem muito crescimento econômico e pouco capital humano (CH), ele tende a parar de crescer ou a aumentar seu lado humano. A segunda: é muito difícil sair de uma situação de equilíbrio negativo. Mais da metade dos países que tinham baixo crescimento e baixo CH em 1960 permanecia na mesma posição na década de 90. A terceira é que o crescimento econômico, quando desacompanhado de evolução do lado humano, dura pouco: de todos os países que tinham algum crescimento econômico e baixo CH no início do período, nenhum conseguiu chegar ao equilíbrio em alto nível. Todos, sem exceção, terminaram o período com baixo crescimento e baixo CH. A quarta, e mais importante, é que a estratégia de privilegiar o lado humano frutos muito melhores do que aquela que enfatiza só o lado econômico.
 
(Gustavo Iochpe, Brasil: a primeira potência de semi-letrados? Veja, 14 de abril de 2010, com adaptações)

Assinale a opção correta a respeito das relações de concordância no texto.