Corrupção e mordaça

            Sob o aspecto jurídico-constitucional, não se pode impedir que o povo conheça a verdade sobre suspeitas de corrupção e desvio de dinheiro público; afinal, ele é o destinatário dos bens públicos.

            Ademais, a conduta dos administradores estatais deve estar sempre sob holofotes, mormente quando eles gerem o patrimônio público. Cumpre permitir à sociedade o acesso às informações relativas à boa ou má utilização das verbas públicas. Combatamos o administrador ímprobo, sob pena de a miséria crescer acima do patamar já insuportável dos treze milhões de brasileiros em completa indigência ou dos trinta e três milhões que vivem abaixo da linha da pobreza. Reduzamos  a miséria, aplicando efetivamente o dinheiro público em favor do povo, criando investimentos sociais, aumentando dignamente o salário mínimo e, assim, reduziremos também a corrupção.  Afinal o Estado existe para servir ao povo e não o inverso.

Maria Iraneide O. S. Facchini. Correio Braziliense, 25/3/2002 (com adaptações).

Acerca do texto acima, julgue o item a seguir.

A última oração do primeiro parágrafo é sintaticamente dependente das orações que a precedem e constitui, semanticamente, uma finalidade para elas.