A tributação é um item importante para as finanças públicas, mas, em algum momento, será preciso corrigir essa excessiva carga fiscal sobre a economia, especificamente sobre a intermediação financeira.

            No caso das instituições financeiras, o PIS e a COFINS incidem praticamente sobre a receita, excluído o custo de  captação, mas não-excluídas, por exemplo, as despesas administrativas. O impacto é muito grande, e a FEBRABAN há muitos anos insiste com as autoridades acerca dessa distorção. É óbvio que a correção só se fará quando ocorrer a reforma tributária, uma discussão que está aí há tempos e que não avançou muito. Não se conseguiu viabilizar uma proposta de  reforma tributária que atenda a todas unidades da Federação. O governo anuncia que vai retomar agora a discussão. Sem dúvida, acho que o grande problema da reforma tributária é a incerteza que existe quanto ao aumento da base de quem paga impostos. Hoje, temos uma base pequena e uma tributação alta sobre os poucos que pagam. Essa é a grande distorção que deve ser corrigida.

Gabriel Jorge Ferreira. Entrevista à Resenha BM&F, n.º 143 (com adaptações).

Com referência às idéias e à estrutura do texto acima, julgue o item que se segue.

Embora a argumentação do texto defenda a reforma tributária, o autor sugere que essa reforma não tem condições de corrigir as distorções apontadas.