A arrecadação do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS), em 2001, bateu o maior recorde da história do tributo desde sua criação, em 1989. Apesar da desaceleração da economia, o tributo rendeu R$ 94,261 bilhões para os cofres dos  governos estaduais. Esse valor representou um aumento de 3,5% acima da inflação, em comparação com 2000, de acordo com dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), órgão que reúne as secretarias estaduais de fazenda.

            O ICMS ajudou os governos estaduais a cumprirem a meta fiscal fixada no acordo com o FMI. Os estados e  municípios conseguiram poupar, em 2001, R$ 10,4 bilhões. O bom desempenho do ICMS puxou a carga tributária, que rompeu 2001 na casa dos R$ 400 bilhões, maior valor nominal 16 da história, e igualmente recorde em relação ao PIB - 34,2%.

            Dois fatores foram os responsáveis pelo recorde do ICMS. O primeiro foi a performance positiva da arrecadação no  primeiro semestre do ano, antes que o programa de racionamento de energia elétrica surtisse efeito na atividade econômica. Também contribuiu o fato de o imposto estar  concentrado em bases seletivas - combustíveis, energia elétrica e comunicações -, que hoje representam em torno de 40% do ICMS dos estados.

Liliana Lavoratti. <http://www.estado.com.br>. Acesso em 4/2/2002 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue o item que se segue.

O período "O ICMS (...) com o FMI" estaria igualmente de acordo com as exigências da norma culta se fosse assim reescrito: Os governos estaduais cumpriram a meta fiscal fixada em acordo com o FMI, no que foram ajudados pelo ICMS.