Interpretação de Textos (compreensão)

Texto CB1A2

 

O mundo urbano já abriga mais da metade da população do planeta, e os processos de urbanização espalham globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto as crises da ocupação urbana do espaço. Com isso, o planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de alternativas para a urbanização e para o desenvolvimento urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das cidades às condições de ambiente e clima locais e regionais. O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano possa ser mais social e ambientalmente sustentável passará a ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as desigualdades que esses processos carregam em si quanto os problemas ambientais e climáticos desencadeados por eles.

 

Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto que a vida urbana e sua produção econômica disponibilizam; por outro lado, grande parte do mundo sofre com as consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de expansão de mercados, que promovem exclusão, desigualdade e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes aglomerados, como metrópoles, ou pequenas comunidades, enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e questões que envolvem uma mudança de discurso para melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do desenvolvimento urbano são um desafio quando se considera promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo.

 

Ana Célia Baía Araújo e Zoraide Souza Pessoa. O desafio das cidades sustentáveis: prós e contras de
uma proposta para o desenvolvimento urbano. Internet: <http://anpur.org.br> (com adaptações).

 

Considerando as ideias do texto CB1A2, julgue o item a seguir:

 

Segundo o texto, os padrões de consumo promovidos pelas aglomerações urbanas são irreversíveis, o que justifica a necessidade de se repensar o planejamento das cidades.

Texto CB1A2

 

O mundo urbano já abriga mais da metade da população do planeta, e os processos de urbanização espalham globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto as crises da ocupação urbana do espaço. Com isso, o planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de alternativas para a urbanização e para o desenvolvimento urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das cidades às condições de ambiente e clima locais e regionais. O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano possa ser mais social e ambientalmente sustentável passará a ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as desigualdades que esses processos carregam em si quanto os problemas ambientais e climáticos desencadeados por eles.

 

Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto que a vida urbana e sua produção econômica disponibilizam; por outro lado, grande parte do mundo sofre com as consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de expansão de mercados, que promovem exclusão, desigualdade e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes aglomerados, como metrópoles, ou pequenas comunidades, enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e questões que envolvem uma mudança de discurso para melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do desenvolvimento urbano são um desafio quando se considera promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo.

 

Ana Célia Baía Araújo e Zoraide Souza Pessoa. O desafio das cidades sustentáveis: prós e contras de
uma proposta para o desenvolvimento urbano. Internet: <http://anpur.org.br> (com adaptações).

 

Considerando as ideias do texto CB1A2, julgue o item a seguir:

 

Depreende-se do texto que planejamento das cidades e sustentabilidade social e ambiental são aspectos que deverão ser pensados separadamente.

Texto CB1A1

 

Viver em uma cidade ou no campo tem diferenças bem definidas em várias áreas, como mercado de trabalho, opções de lazer e transporte. Mas o que um novo estudo descobriu é que o ambiente em que você cresce também tem influência nas suas habilidades de localização — e esse efeito varia de país para país.

 

Na pesquisa, os estudiosos analisaram dados de um jogo de celular para aferir a habilidade de navegação espacial das pessoas. No game, os jogadores controlam um barco e têm que memorizar um mapa do mar onde há certos locais marcados. Eles então têm que seguir o caminho guiados apenas pela memória, passando pelos objetivos invisíveis antes de cruzar a linha de chegada. A pesquisa envolveu mais de 440 mil pessoas de 38 países.

 

Além da jogatina, os pesquisadores também aplicaram questionários e coletaram dados sobre os participantes, como idade, gênero, nível educacional e local de origem. Os resultados mostraram que pessoas que haviam crescido em cidades erravam muito mais no game, enquanto quem era de áreas rurais ou vilarejos tinha uma taxa de acerto maior. E isso se manteve independentemente de correções de outros fatores, como idade ou gênero. Estudos anteriores da mesma equipe mostraram que há correlação entre as habilidades de navegação das pessoas no jogo e na vida real — como se localizar em uma cidade, por exemplo.

 

A diferença entre moradores urbanos e rurais foi maior nos Estados Unidos da América, onde as cidades costumam ter formato de grade (com ruas paralelas e perpendiculares). Já na Europa, onde as cidades são mais irregulares, a diferença entre pessoas oriundas de zonas urbanas e pessoas vindas de zonas rurais foi menor.

 

O estudo não estabeleceu os motivos por trás do resultado, mas dá para teorizar. Embora as cidades possam passar a impressão de serem mais confusas e caóticas do que as tranquilas zonas rurais, elas estão cheias de elementos e recursos de localização (placas, nomes de ruas, normas de trânsito etc.). Também oferecem meios de transporte, como ônibus ou metrô, em que você não precisa memorizar o caminho — somente os pontos inicial e final. Talvez tudo isso, a longo prazo, acabe prejudicando o desenvolvimento da
capacidade de se orientar. Já em áreas rurais ou vilarejos, sem essas ajudas, o jeito é aprender na marra mesmo.

 

Bruno Carbinatto. Pessoas que crescem em cidades têm senso de direção
pior. In: Revista Superinteressante, fev./2020. Internet:
< h t t p s : / / s u p e r . a b r i l . c o m . b r > ( c o m a d a p t a ç õ e s ) .

 

Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1, julgue o item a seguir:

 

Infere-se dos dois últimos parágrafos do texto que, quanto mais organizado o formato de uma cidade, piores serão as habilidades de navegação de seus habitantes.

Texto CB1A1

 

Viver em uma cidade ou no campo tem diferenças bem definidas em várias áreas, como mercado de trabalho, opções de lazer e transporte. Mas o que um novo estudo descobriu é que o ambiente em que você cresce também tem influência nas suas habilidades de localização — e esse efeito varia de país para país.

 

Na pesquisa, os estudiosos analisaram dados de um jogo de celular para aferir a habilidade de navegação espacial das pessoas. No game, os jogadores controlam um barco e têm que memorizar um mapa do mar onde há certos locais marcados. Eles então têm que seguir o caminho guiados apenas pela memória, passando pelos objetivos invisíveis antes de cruzar a linha de chegada. A pesquisa envolveu mais de 440 mil pessoas de 38 países.

 

Além da jogatina, os pesquisadores também aplicaram questionários e coletaram dados sobre os participantes, como idade, gênero, nível educacional e local de origem. Os resultados mostraram que pessoas que haviam crescido em cidades erravam muito mais no game, enquanto quem era de áreas rurais ou vilarejos tinha uma taxa de acerto maior. E isso se manteve independentemente de correções de outros fatores, como idade ou gênero. Estudos anteriores da mesma equipe mostraram que há correlação entre as habilidades de navegação das pessoas no jogo e na vida real — como se localizar em uma cidade, por exemplo.

 

A diferença entre moradores urbanos e rurais foi maior nos Estados Unidos da América, onde as cidades costumam ter formato de grade (com ruas paralelas e perpendiculares). Já na Europa, onde as cidades são mais irregulares, a diferença entre pessoas oriundas de zonas urbanas e pessoas vindas de zonas rurais foi menor.

 

O estudo não estabeleceu os motivos por trás do resultado, mas dá para teorizar. Embora as cidades possam passar a impressão de serem mais confusas e caóticas do que as tranquilas zonas rurais, elas estão cheias de elementos e recursos de localização (placas, nomes de ruas, normas de trânsito etc.). Também oferecem meios de transporte, como ônibus ou metrô, em que você não precisa memorizar o caminho — somente os pontos inicial e final. Talvez tudo isso, a longo prazo, acabe prejudicando o desenvolvimento da
capacidade de se orientar. Já em áreas rurais ou vilarejos, sem essas ajudas, o jeito é aprender na marra mesmo.

 

Bruno Carbinatto. Pessoas que crescem em cidades têm senso de direção
pior. In: Revista Superinteressante, fev./2020. Internet:
< h t t p s : / / s u p e r . a b r i l . c o m . b r > ( c o m a d a p t a ç õ e s ) .

 

Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1, julgue o item a seguir:

 

Depreende-se do texto que fatores como idade e gênero têm impacto semelhante ao impacto do local de habitação no que se refere à medida das habilidades de localização das pessoas.

U.S. Thaws Relations With “Europe’s Last Dictatorship”

 

As ties between the West and Russia wallow at the worst point since the end of the Cold War, the Trump administration has been forging closer ties with one of the last countries fully in Moscow’s orbit. President Donald Trump’s then-national security advisor, John Bolton, visited Belarus earlier this year, and U.S. officials say Secretary of State Mike Pompeo is expected to follow suit and travel to Minsk in January. Belarus, which has been referred to as “Europe’s last dictatorship,” expelled the U.S. ambassador in 2008 after Washington slapped sanctions on it over human rights abuses. But now, the United States is expected to revive diplomatic ties with Belarus—sending an ambassador to Minsk for the first time in over a decade—even as Russian President Vladimir Putin tries to subdue it.

 

https://foreignpolicy.com/2019/12/25/10-important... - adaptado

 

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