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A frase cujo valor semântico do conector sublinhado está corretamente indicado é:

            Assistimos à dissolução dos discursos homogeneizantes e totalizantes da ciência e da cultura. Não existe narração ou gênero do discurso capaz de dar um traçado único, um horizonte de sentido unitário da experiência da vida, da cultura, da ciência ou da subjetividade. Há histórias, no plural; o mundo tornou-se intensamente complexo e as respostas não são diretas nem estáveis. Mesmo que não possamos olhar de um curso único para a história, os projetos humanos têm um assentamento inicial que já permite abrir o presente para a construção de futuros possíveis. Tornar-se um ser humano consiste em participar de processos sociais compartilhados, nos quais emergem significados, sentidos, coordenações e conflitos.

            A complexidade dos problemas desarticula-se e, precisamente por essa razão, torna-se necessária uma reordenação intelectual que nos habilite a pensar a complexidade.

Dora Fried Schnitman. Introdução: ciência, cultura e subjetividade. In: Dora Fried Schnitman (Org.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade, p. 17 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito da organização das idéias no texto acima.

A relação que a oração iniciada por "e as respostas" mantém com a anterior mostra que a função da conjunção "e" corresponde à função de por isso.

Tirar marcação de leitura do WhatsApp pode indicar traços de manipulação
 
Por Luciano Cazz
 
Aquele que responde sua mensagem no aplicativo com um “não posso falar agora”, provavelmente, é mais confiável do que quem finge que não viu.
 
Evidentemente, nem toda pessoa que opta por, nas configurações do WhatsApp, não deixar aparecerem os dois pontinhos azuis, indicadores de que a mensagem foi visualizada, é manipuladora, porém, obviamente, nenhuma delas quer que você saiba quando seu texto foi lido e algumas tiram, inclusive, até o horário da última conferida no aplicativo e se isentam completamente da responsabilidade do diálogo. E isso é uma questão de fato.
 
Algumas pessoas fazem isso por motivos banais como, por exemplo, preocupação em não deixar você chateado, quando não lhe der uma resposta imediata. Então, disfarça que não leu e mais tarde lhe responde com alegria, sem que você pense que é desatenção ou falta de consideração. Chega a ser até um cuidado com os seus sentimentos. A pessoa ainda pode, simplesmente, estar ocupada, cansada ou até
sem vontade de teclar naquele momento. Para evitar o desgaste do assunto, ela simplesmente faz de conta que não viu sua mensagem.
 
Por outro lado, existe quem se dá o trabalho de bloquear a indicação de visualização de uma mensagem para realmente se esconder. E se uma pessoa não quer ter os passos vistos por um amigo, alguma razão deve ter. E, independentemente de quais sejam os motivos, a intenção é claramente espiar suas mensagens sem ser detectada, e isso quer dizer muito sobre ela. Claro que isso não define falta de caráter, entretanto, pode ser o traço de uma pessoa extremamente manipuladora, que mente e joga com você o tempo todo. Seja por um prazo, compromisso ou até em relação a um sentimento. Para algumas dessas pessoas é mais esperto ou conveniente dizer “Não vi” do que encarar os fatos.
 
Pois é certo que pessoas de personalidade reta não têm problema em mandar um “estou ocupado”. Ou responder mais tarde explicando a situação. Pessoas seguras de si são o que são e não devem nada a ninguém, muito menos explicações sobre o último horário que visualizaram suas próprias mensagens do WhatsApp. Quem é transparente responde na hora que quiser sem precisar se esconder em uma opção de privacidade do aplicativo que vela o que de fato acontece. Mostrar os dois tracinhos azuis é comportamento de quem assume seus atos, suas decisões, seus erros e que, simplesmente, não está a fim de falar, o que é de todo seu direito, uma vez que ninguém é obrigado a nada.
 
Texto adaptado de: https://www.revistapazes.com/tirar-marcacao-detracos- de-manipulacao/. Acesso em: 01 de out. de 2018.
 
 
Assinale a alternativa em que a palavra destacada introduz uma oração com ideia de adversidade.
Texto V
 
ROMANCE XXVIII ou DA DENÚNCIA DE JOAQUIM SILVÉRIO
 
No Palácio da Cachoeira,
com pena bem aparada,
começa Joaquim Silvério
a redigir sua carta.
De boca já disse tudo
quanto soube e imaginava.
 
Ai, que o traiçoeiro invejoso
junta às ambições a astúcia.
Vede a pena como enrola
arabescos de volúpia,
entre as palavras sinistras
desta carta de denúncia!
 
Que letras extravagantes,
com falsos intuitos de arte!
Tortos ganchos de malícia,
grandes borrões de vaidade.
Quando a aranha estende a teia,
não se encontra asa que escape.
 
Vede como está contente,
pelos horrores escritos,
esse impostor caloteiro
que em tremendos labirintos
prende os homens indefesos
e beija os pés aos ministros!
 
(...)
 
(No grande espelho do tempo,
cada vida se retrata:
os heróis, em seus degredos
ou mortos em plena praça;
- os delatores, cobrando
o preço das suas cartas...)
 
Cecília Meireles
 
 
 
Leia os fragmentos de Cecília Meireles, Texto V.
 
Que letras extravagantes,
com falsos intuitos de arte!
..........................................
Quando a aranha estende a teia,
não se encontra asa que escape.
...........................................
prende os homens indefesos
e beija os pés aos ministros!
 
As conjunções não devem ser vistas como meros conectivos (palavras aparentemente sem carga significativa que ligam outras palavras ou
orações), mas como elementos capazes de estabelecer relações de significado.
 
Considerando as palavras destacadas, aponte a alternativa que estabelece a relação correta:
TEXTO I
 
O silêncio incomoda
 
Como trabalho em casa, assisto a um grande número de jogos e programas esportivos, alguns porque gosto e outros para me manter atualizado, vejo ainda muitos noticiários gerais, filmes, programas culturais (são pouquíssimos) e também, por curiosidade, muitas coisas ruins. Estou viciado em televisão.
 
Não suporto mais ver tantas tragédias, crimes, violências, falcatruas e tantas politicagens para a realização da Copa de 2014.
 
Estou sem paciência para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil(C)^{(C)}, consequência do estilo de jogar, da tolerância com a violência e do ambiente bélico em que se transformou o futebol, dentro e fora do campo.
 
Na transmissão das partidas, fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio, nenhuma pausa. O barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em quase todos os ambientes. O silêncio incomoda as pessoas.
 
É óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. Fala-se muito, mesmo com a bola rolando. Impressiona-me como se formam conceitos, dão opiniões, baseados em estatísticas(A)^{(A)} que têm pouca ou nenhuma importância.
 
Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a “grande notícia”, que Neymar(D)^{(D)} foi o primeiro jogador brasileiro a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida.
 
Parece haver uma disputa para saber quem dá mais informações e estatísticas(B)^{(B)}, e outra, entre os narradores, para saber quem grita gol mais alto e prolongado. Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras, por que se fala e se grita tanto?
 
Outra discussão chata, durante e após as partidas, é se um jogador teve a intenção de colocar a mão na bola e de fazer pênalti, e se outro teve a intenção de atingir o adversário. Com raríssimas exceções, ninguém é louco para fazer pênalti nem tão canalha para querer quebrar o outro jogador.
 
O que ocorre, com frequência, é o jogador, no impulso, sem pensar, soltar o braço na cara do outro. O impulso está à frente da consciência. Não sou também tão ingênuo para achar que todas as faltas violentas são involuntárias.
 
Não dá para o árbitro saber se a falta foi intencional ou não. Ele precisa julgar o fato, e não a intenção. Eles precisam ter também bom senso, o que é raro no ser humano, para saber a gravidade das faltas. Muitas parecem iguais, mas não são. Ter critério não é unificar as diferenças.
 
(Tostão, Folha de S.Paulo, caderno D, “esporte”, p. 11, 10/04/2011.)
 
 
As palavras abaixo destacadas foram utilizadas para introduzir orações subordinadas substantivas. Porém, em somente uma opção, essa relação sintática foi estabelecida por uma conjunção integrante própria. Assinale-a.