Avanços tecnológicos
A prática do crime é tão antiga quanto a humanidade. Mas o crime global, a formação de redes entre poderosas organizações criminosas e seus associados, com atividades compartilhadas em todo o planeta, constitui um novo fenômeno que afeta profundamente a economia no âmbito internacional e nacional, a política, a segurança e, em última análise, as sociedades em geral. A Cosa Nostra siciliana e suas associadas, a máfia norte-americana, os cartéis colombianos e mexicanos, as redes criminosas nigerianas, a Yakuza do Japão, as tríades chinesas, a constelação formada pelas mafiyas russas, os traficantes de heroína da Turquia, as posses jamaicanas e um sem-número de grupos criminosos locais e regionais em todos os países uniram-se em uma rede global e diversificada que ultrapassa fronteiras e estabelece vínculos de todos os tipos.

Manuel Castells. Fim de milênio. São Paulo: Paz e Terra, 1999, p. 203-4 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a amplitude do tema que ele focaliza, sobretudo em face de sua acentuada capilaridade nas sociedades contemporâneas, além de aspectos marcantes do cenário social brasileiro, julgue o item que se segue.
 
Infere-se do texto que o surgimento de sociedades secretas como a célebre Cosa Nostra italiana explica-se pelo caráter global da economia contemporânea, assinalada por uma revolução tecnológica que permite a montagem de redes de contato entre as várias regiões do planeta.
O crescimento das cidades, especialmente o fenômeno da metropolização, reflete processos de mudança social.
 
Julgue o item que se segue, acerca desse assunto.
 
Não se pode atribuir ao progresso técnico um peso importante quando se analisa a baixa capacidade de absorção de trabalho pela economia rural e a conseqüente migração em direção às áreas urbanas.
“A tendência de a maioria da população aceitar e aderir ao impulso da sociedade industrial não a torna “menos irracional”. Isso se manifesta quando o interesse “imediato” supera o “interesse real” e a pessoa já não sente a “necessidade de modificar seu estilo de vida, de negar o positivo, de recusar”. O que caracteriza a sociedade industrial avançada é essencialmente o fato de esta criar certas necessidades, expandir a entrega de mercadorias e usar a conquista científica sobre a natureza “para conquistar o homem cientificamente”.”
 
(MARCUSE, Herbert. A ideologia da sociedade industrial:
o homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar, 1982, p. 17).

A passagem acima, acrescida da leitura e compreensão do texto do autor, permite afirmar:
O parlamento britânico aprovou uma lei, em 1835, cujo objetivo era regular o tráfego crescente nas principais vias no interior da Inglaterra, uma espécie de “código rodoviário”. A lei de 1835 estabeleceu a velocidade máxima de 4 milhas por hora para veículos autopropulsionados. As regras foram revistas pelo parlamento em 1896, quando foi aumentada a velocidade máxima para 10 milhas. Em 1903, novamente elevou-se o limite de velocidade para 20 milhas por hora. Em 1930, aboliu-se o limite de velocidade para carros e motos.
 
ELIAS, N. Tecnização e civilização. In: ELIAS, N. Escritos e ensaios.
Rio de Janeiro: Zahar, 2006 (adaptado).
 
O processo descrito alude à necessidade de atualização da legislação conforme
De certo modo o toxicômano diz a verdade sobre nossa condição social atual, quer dizer, temos a tendência de tornarmo-nos todos adictos em relação a determinados objetos, cuja presença se tornou para nós indispensável. Todas as nossas referências éticas ou morais não têm nada de sério diante do toxicômano, porque fundamentalmente somos viciados como ele.
 
MELMAN, C. Novas formas clínicas no início do terceiro milênio. Porto Alegre: CMC, 2003.
 
No trecho, o autor propõe uma analogia entre o vício individual e as práticas de consumo sustentada no argumento da