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Texto 

 

A atividade de inteligência é o exercício de ações especializadas para a obtenção e análise de dados, produção de conhecimentos e proteção de conhecimentos para o país. Inteligência e contrainteligência são os dois ramos dessa atividade. A inteligência compreende ações de obtenção de dados associadas à análise para a compreensão desses dados. A análise transforma os dados em cenário compreensível para o entendimento do passado, do presente e para a perspectiva de como tende a se configurar o futuro. Cabe à inteligência tratar fundamentalmente da produção de conhecimentos com o objetivo específico de auxiliar o usuário a tomar decisões de maneira mais fundamentada. A contrainteligência tem como atribuições a produção de conhecimentos e a realização de ações voltadas à proteção de dados, conhecimentos, infraestruturas críticas — comunicações, transportes, tecnologias de informação — e outros ativos sensíveis e sigilosos de interesse do Estado e da sociedade. O trabalho desenvolvido pela contrainteligência tem foco na defesa contra ameaças como a espionagem, a sabotagem, o vazamento de informações e o terrorismo, patrocinadas por instituições, grupos ou governos estrangeiros.

 

Internet: <www.abin.gov.br> (com adaptações).

 

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto.

 

As orações “de auxiliar o usuário” e “a tomar decisões de maneira mais fundamentada” exercem a função de complemento do nome “objetivo”.

Texto para a questão.
 
Mudança favorável na Ásia
 
Há um país onde, diferentemente do que ocorre no Brasil, a justiça processa ex-presidentes conservadores, os condena por desvio de verbas e manda-os para a prisão. Onde direita, extrema direita e protestantes fundamentalistas se consideram traídos por Donald Trump. Onde, em vez de questionar um acordo de desarmamento nuclear, como aquele feito com o Irã, ou um tratado de mísseis de médio alcance, como com a Rússia, o presidente dos Estados Unidos parece querer resolver um conflito que nenhum de seus predecessores conseguiu desatar. Incluindo o último, ainda que Nobel da Paz.
 
Sem dúvida isso está acontecendo no Extremo Oriente. Sem dúvida essa coisa é muito complicada para assumir uma posição no grande relato maniqueísta que molda e distorce nossa visão do mundo. No entanto, como a situação global é bastante sombria, o discurso voluntarista e otimista do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, não deveria ter passado despercebido. Em 26 de setembro, diante da Assembleia- Geral das Nações Unidas, ele lançou: “Um milagre aconteceu na Península da Coreia.”
 
Um milagre? Uma reviravolta completa, pelo menos. Ninguém se esqueceu da enxurrada de tuítes enraivecidos trocados há apenas um ano por Trump e o presidente norte-coreano – “fogo e fúria”, o “grande botão” nuclear etc. A ex-embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, acaba de confessar que, em 2 de setembro de 2017, para pressionar Pequim a agir junto à sua vizinha e aliada, ela acenou para sua contraparte chinesa com a ameaça de uma invasão norte-americana da Coreia do Norte. Agora, Trump saúda a “coragem” do presidente Kim Jung-un, “um amigo”. E, durante um encontro republicano, ele até fingiu sentir “amor” por ele!
 
Os coreanos do Norte e do Sul avançam numa marcha forçada, aproveitando o alinhamento das estrelas: a direita sul-coreana está em frangalhos; o regime de Pyongyang finalmente parece favorecer o desenvolvimento econômico do país; vilipendiada pelos democratas e pelos meios de comunicação norte-americanos por causa de sua reaproximação, considerada imprudente, com a Coreia do Norte, a Casa Branca não vai admitir de bom grado que o maestro autoproclamado da “arte do acordo” foi enganado por um velhaco maior que ele. Seja como for, se os Estados Unidos decidissem retornar ao “fogo e fúria”, a rápida deterioração de suas relações com Pequim e Moscou praticamente impediria que a Rússia e a China os acompanhassem mais uma vez.
 
Nesse quadro geral, o desarmamento nuclear da Coreia não deve se tornar um pré-requisito para a realização de outros aspectos da negociação: suspensão de manobras militares de ambos os lados, levantamento de sanções econômicas, tratado de paz. Porque Pyongyang nunca vai desistir de seu seguro de vida sem garantias fortes: Trump não é eterno, nem a clemência de seus sentimentos… Outro motivo, ainda que paradoxal, para ser otimista quanto a um acordo nos próximos meses sobre um conflito que já dura três quartos de século.
 
(Serge Halimi. Le Monde Diplomatique.
5 de novembro de 2018.)
 
Assinale a alternativa em que o termo indicado não exerça função sintática idêntica à de do que ocorre no Brasil.
Carta ao leitor – Uma falsa solução mágica

O perigo de políticas públicas desgastadas, que custam caro e dão pouco resultado, serem substituídas por outras ainda piores é sempre muito alto quando não há bons exemplos para emular. A legalização da maconha é uma dessas soluções aparentemente simples para um problema complexo que muitos estudiosos e políticos sérios, e outros nem tanto, defendem na falta de uma ideia melhor. A premissa, nunca testada na prática em sua totalidade, é que a liberação da produção, da venda e do consumo da Cannabis seria suficiente para eliminar do problema sua porção mais danosa, a cadeia de crimes alimentada pelo dinheiro do tráfico. Pois os eleitores do Uruguai e do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, decidiram, pelo voto direto ou de seus representantes, ser cobaias da experiência de legalizara maconha. Dentro de alguns meses, qualquer cidadão adulto do nosso país vizinho e dos dois estados americanos poderá comprar a droga numa farmácia ou loja especializada.

VEJA destacou duas repórteres para ver de perto o impacto que a legalização da maconha está tendo entre os uruguaios e os americanos. Sim, porque, mesmo antes da entrada em vigor das leis, seu espírito liberalizante já se instalou. As jornalistas viram uma realidade menos rósea que aquela com que os defensores da medida costumam sonhar. Uma das repórteres visitou seis cidades em Washington, no Colorado e na Califórnia, onde, a exemplo de outros dezessete estados e da capital americana, a maconha é de quase livre acesso, mesmo que, teoricamente, só possa ser vendida por prescrição médica.

Da mesma forma que ocorre com as bebidas alcoólicas, há sempre algum adulto irresponsável disposto a comprar maconha para um adolescente usar. “Preparando‐se para a entrada em vigor da nova lei, as lojas vão vender maconha muito mais potente do que a dos traficantes”, diz a repórter. Nossa segunda repórter teve uma impressão ainda mais negativa do caso uruguaio. Enquanto nos estados americanos existe uma provisão para avaliar de tempos em tempos o acerto da legalização, no Uruguai predomina a improvisação: “Ninguém analisou em profundidade as consequências de longo prazo que a legalização pode trazer”.

(Veja, 13/11/2013)
 
Uma das maneiras de mostrar‐se a diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal é a comparação entre a função de agente (adjunto adnominal) e a de paciente (complemento nominal).

Essa estratégia deve ser empregada no seguinte caso a seguir:
Os sebos
 
Outro dia resolvi peregrinar por alguns sebos do Centro da cidade. Há quanto tempo! O hábito de frequentar sebos remonta à minha juventude, quando ingressei na universidade. O Jornal do Commercio publicava, aos domingos, em pequenos anúncios, relações de livros e revistas, que tinham sido adquiridos por eles. Segunda‐feira, às sete da manhã, eis‐me em frente à loja do sebo que me interessava. A casa, daquelas bem antigas, só abria às oito, mas, uma hora antes, se formava, na calçada, uma pequena fila de bibliófilos. Abria muito cedo sim, porque o dono sabia da ansiedade daqueles madrugadores. Situava‐se numa daquelas ruas próximas à Praça Tiradentes. Se eu chegasse em segundo lugar, corria o risco sério de o primeiro da fila querer exatamente a obra que eu tanto sonhava ter em minha biblioteca, que acolhia os primeiros livros. Frustração, por que passei algumas vezes, horrível. Um dia de lamentações pela perda. Já era quase minha, afinal! A aflição em querer adivinhar qual obra interessava ao meu possível concorrente era muito forte. Que vontade de perguntar logo que ele declinasse o nome do autor cobiçado. Era um jovem, e meus companheiros de expectativa, bem mais velhos. A época, outra, também impunha respeito aos mais velhos. Muitos livros importantes, para aquele tempo, foram sendo adquiridos assim pelo estudante de Letras.

(Carlos Eduardo Falcão Uchoa)
 
Uma das maneiras de mostrar‐se a diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal é a comparação entre a função de agente (adjunto adnominal) e a de paciente (complemento nominal). Essa estratégia pode ser empregada no seguinte caso:
O empenho em analisar a percepção das dificuldades causa impacto indireto na reavaliação do fluxo de informações. Tendo em vista, a expansão dos mercados mundiais é uma das consequências das formas de ação.